Olá desenvolvedores depois de um artigo sobre arquitetura MVC – Model View Controller, vamos para uma rápida abordagem sobre os frameworks ORM – Object-relational mapping, ou em português mapeamento objeto-relacional. O ORM é uma técnica de desenvolvimento utilizada para reduzir a impedância da programação orientada a objetos.
Em um sistema orientado a objetos existe uma incompatibilidade entre o modelo de objeto e o banco de dados relacional. Isso ocorre porque linguagens orientadas a objetos, como por exemplo, Java e C# representam os dados como um gráfico interconectado de objetos. E não no formato tabular de classes e registros de um banco de dados.
É neste contexto que se insere um framework ORM, por meio deles é possível estabelecer uma conexão com o banco sem que seja necessário escrever códigos de conexão a todo momento. Em suma significa que com esta técnica o programador não precisará se preocupar com os comandos em linguagem SQL – Structured Query Language, ele usará uma interface de programação simples que fará todo o trabalho de persistência de dados.
No curso de Formação Java Web, esta interface cabe aos frameworks ORM Hibernate – serviço de consulta e persistência de Objetos e o JPA – Java Persistence API.
HIBERNATE
O Hibernate não apenas cuida do mapeamento de classes Java para tabelas de banco de dados, mas também fornece recursos de consulta e recuperação de dados. Em linhas gerais significa que ele fornece um conjunto de APIs – Application Programming Interface, para acessar os bancos de dados relacionais do programa Java. Essas APIs permitem que os programas Java executem instruções SQL e interajam com qualquer banco de dados compatível com SQL.
JPA
É difícil encontrar alguma aplicação desenvolvida nos dias atuais que não utilizam O framework JPA para persistir dados. Framework este que fornece diversas funcionalidades essenciais em qualquer aplicação de nível corporativa, como manutenção simples, fácil e rápida.
EM POUCAS PALAVRAS
O principal objetivo dos frameworks ORM é possibilitar o mapeamento de classes e modelos fazendo anotações de forma a conseguir fazer operações no banco de dados. Ou seja, ele remove as complexidades permitindo maior produtividade, manutenção facilitada e melhoria na padronização da aplicação.
Assim, problemas de conexão, persistência, tratamento de dados, exceções, controle de transações são alguns dos problemas, diga-se de passagem, complexos que se tornam simples com Hibernate e JPA.
Dessa forma trabalhamos a modelagem em banco de dados orientado a objetos, isto é, mapeamento objeto-relacional. Desse modo poderemos fazer o mapeamento da estrutura de classe do jeito que desejamos que o banco de dados seja gerado. E então a partir deste ponto realizar as transações comuns aos bancos de dados, salvar, atualizar, excluir, remover e outras, e isso com apenas uma linha.